Acordava um rock'n'roll calado
Prendia Cazuza no peito e partia
Ela queria mais dignidade durante o dia
Ela queria viver um pouco mais
Dedilhava um rock'n'roll concentrado
Os mesmo números todos os dias
Ela queria mais arte de noite
Ela temia todos os sonhos do dia
Pensava num rock'n'roll de verdade
Um sapo, um grito, melancolia
Ela queria entender a rotina
Oito horas o dia todo todo dia
Acreditava no rock'n'roll que fazia
cada número era uma nota, sua melodia
Ela cumpria calada aquela vida
Ela entendia sua música
Aquela tela escura e vazia
Acreditava no som que a guiava
De volta pra casa ela fazia
O mesmo caminho, as mesmas calçadas
Mas o som era sempre outro
O mesmo rock, a mesma alegria.